Aula 02: Causalidade e Experimentos

Módulo 0 — Motivação

Materiais da aula

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Apresentação usada em sala.

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Material de apoio

Experimento A/B e o estudo de John Snow.

Experimento A/B John Snow

Objetivos

  • Explicar por que muitas perguntas em ciência de dados são perguntas de causa e efeito.
  • Formular uma pergunta causal com resultados potenciais e contrafactual.
  • Diferenciar associação, correlação e causalidade.
  • Apresentar os elementos de um experimento: tratamento, controle, randomização e replicação.
  • Discutir por que estudos observacionais exigem cuidado com variáveis de confusão.
  • Usar um experimento A/B como pipeline completo de estudo causal simples.
  • Discutir o ensaio da vacina de Salk como exemplo histórico de randomização, placebo, controles observados e ética.
  • Usar John Snow como estudo de caso sobre evidência causal em dados observacionais.

Conceitos centrais

  • causa e efeito;
  • tratamento;
  • grupo de controle;
  • ensaio randomizado controlado;
  • estudo observacional;
  • variável de confusão;
  • experimento natural;
  • hierarquia de evidência.
  • resultados potenciais e contrafactual;
  • validade interna e externa.

Narrativa da aula

A aula, integrante do Módulo 0 — Motivação, começa com perguntas que parecem simples: um lembrete aumenta entregas? Uma mudança em um sistema melhorou desempenho? Uma política pública aumentou a frequência escolar? Todas tentam comparar o que aconteceu com o que teria acontecido em outro cenário.

Depois disso, a aula apresenta resultados potenciais, o contrafactual, Fisher e a lógica do desenho experimental. O ensaio da vacina de Salk mostra como randomização e placebo constroem uma comparação mais convincente — e por que ética, validade e execução continuam importantes. Um experimento A/B fictício, mas realista, sobre lembretes no Moodle serve como pipeline completo: formular pergunta, gerar ou receber dados, verificar randomização, visualizar grupos, comparar resultados e comunicar limitações.

Na segunda metade, a aula discute o limite dos experimentos: muitas vezes não podemos randomizar pessoas, cidades ou políticas. Entram então os estudos observacionais, o problema do confundimento e o caso de John Snow.

Material de apoio principal

O exemplo computacional principal é Pipeline de experimento A/B. Ele deve ser usado em aula para mostrar a diferença entre “olhar médias” e conduzir uma análise causal mínima com verificações.

Estudo de caso complementar

O estudo de John Snow sobre cólera em Londres complementa o exemplo A/B. Ele permite discutir:

  • uma pergunta causal clara;
  • uma hipótese dominante errada, a teoria miasmática;
  • uma variável de confusão plausível, como pobreza e condições urbanas;
  • um quase experimento produzido pela distribuição de fontes de água;
  • uma tabela simples que resume uma diferença enorme de mortalidade.

Veja o exemplo documentado em John Snow e cólera em Londres.

Conexão com exercícios

Uma boa atividade curta é apresentar três perguntas e pedir que estudantes classifiquem cada uma como descritiva, preditiva ou causal. Depois, para cada pergunta causal, pedir que indiquem tratamento, resultado, unidade observacional, possíveis confundidores e um desenho de estudo plausível.

Bibliografia da aula

Bibliografia principal

  • Adhikari, DeNero e Wagner, Computational and Inferential Thinking, Seção 12.2 — Causality: tratamento, controle, randomização e inferência causal em experimentos.
  • Lau, Gonzalez e Nolan, Learning Data Science, Capítulo 2 — Data Scope: população-alvo, amostra, viés de seleção e limites de generalização.

Bibliografia complementar

  • Judea Pearl e Dana Mackenzie, The Book of Why: contrafactuais, diagramas causais e a diferença entre associação e intervenção.
  • Miguel Hernán e James Robins, Causal Inference: What If: resultados potenciais, confundimento, identificação e validade de estudos causais.